Fazemos caridade
sem nem perceber.
Estes
dias tem sido um pouco difíceis, tratando-se da parte que viajarei para
Recife/Olinda em 5 dias e não tenho um puto
no bolso. Hoje é o último dia de inscrição dos eventos e eu só tenho os R$
100,00 necessários para tal. Na verdade, os R$ 100,00 são arredondados, pois
retirando os R$ 2,10 da passagem que terei que pagar para voltar pra casa mais
tarde, sobram R$ 97,90.
Mesmo
com isso ainda me considero no lucro. Almocei for free com mais quatro amigos (com direito a refrigerante e
sobremesa) e ainda peguei ônibus de graça para voltar ao trabalho (caso não
tivesse acontecido, o dinheiro no caixa diminuiria para R$95,80). Existe coisa
melhor que isso? Claro que existe, mas foi por causa desta tal passagem
gratuita que resolvi escrever hoje.
Após
o almoço, eu já estava atrasado para chegar ao serviço. O primeiro ônibus que
passou foi o que eu peguei, já que o mesmo me deixaria na Praça Deodoro, que é
há algumas ruas de onde trabalho. Acontece que eu tinha uma cédula de R$ 50,00
no bolso e era o que eu tinha para passar na roleta.
Ao
apresentar a nota, a cobradora virou a boca como quem não estava gostando e
disse que não tinha troco com a cara mais emburrada do mundo. Fiquei sem saber
o que fazer, mas para pensar a respeito resolvi sentar em um dos bancos da
frente, quando dou de cara com um adesivo que dizia que só eram obrigados a dar
troco quando a cédula fosse até dez vezes maior que o valor da passagem, ou
seja, eu teria que ter R$ 20,00 no bolso, mas não tinha.
Em
silêncio continuei minha viagem e ao chegar no destino, ergui a cédula para a
câmera na parte dianteira do ônibus e desci. Confesso que fiquei pensando na
cobradora... Eu não fui com a cara dela; e não fui mesmo! Só não posso xingá-la
de filha da puta, afinal, ela poderia
ter pedido para eu descer e pegar outro ônibus e não o fez. Não disse obrigado,
não dei tchau e sequer olhei pra ela ao descer, mas muito grato por ter
economizado estes R$ 2,10 em um momento tão crítico. O almoço também teve a sua
parcela de economia, mas este já era esperado, uma vez que o nosso eterno
vereador (não eleito) sempre nos socorre.
Diante
disso, fiquei pensando em quantas vezes a gente já fez caridade sem ao menos perceber.
Por vezes fazemos as coisas, mas no coração está sem estímulo e vontade alguma.
Enfim, o que importa no final é que a boa ação foi feita – de bom grado, ou não.
Outro dia mesmo eu fiz a boa ação de deixar R$ 0,40 com a cobradora que não
tinha troco, mas esta já é outra história.



Verdade, fazemos caridade mesmo por mas simples que seja ate mesmo sem observar ou notar que estamos fazendo, mas pra mim a melhor caridade q tem é pra quela pessoa q vc ajuda e ela ti agradeci com um enorme sorriso no rosto ou um abraço.
ResponderExcluirPois é... Fui super ignorante, mas reconheci o que ela fez. Pelo menos! hehe
ExcluirCreio eu que o primeiro passo é o de reconhecer.
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