Tenho orgulho da cidade onde nasci.
Nasci em Bacabal, onde fui criado até os
sete anos, idade em que mudei-me definitivamente para São Luís. Já conhecia a
Ilha, pois costumava viajar para cá sempre que possível. Lembro de poucas
coisas, mas o motivo – além de médicos, pois eu tinha uns problemas quando
criança – era quase sempre único: visitar a minha irmã.
Nunca conheci muito a minha cidade
natal; digo, andar pelos pontos conhecidos e outras coisas. Tinha poucos
amigos, que se perderam com o decorrer dos anos. Sete anos é uma idade curta
para se carregar raízes (mas não impossível). Eu tenho a minha raiz em Bacabal
e minha identidade prova isto. Entretando, as raízes culturais são firmadas em
nosso âmago e, difícil dizer, mas uma hora desperta. Cedo ou tarde.
Como disse no post anterior, fiz uma
viagem a Recife e Olinda. Final de Janeiro e começo de Fevereiro nada mais são
que datas pré-carnavalescas. Onde fui parar? Na terra do frevo! O dia seguinte
em que cheguei a Recife, um amigo meu levou a mim e outros dois companheiros de
viagem à Olinda, para curtirmos o tão falado pré-carnaval. E que pré-carnaval!
Os dias em que
passei lá foram inexplicáveis, em relação ao conhecimento da cultura e
arquitetura de outros povos. Maracatu, frevo, blocos dos mais variados encheram
os meus dias de alegria e descontração, entretanto...
De volta à São Luís, há poucos dias
andava pelas ruas do Centro Histórico da capital, quando de forma inesperada,
todos entraram em clima de festa. Aqui também estava sendo realizado o pré-carnaval;
logo, fomos à sua procura, obtendo êxito na busca.
Algumas doses de bebidas típicas e
um turbilhão de emoções ao bater de frente com um bloco tradicional da nossa
Ilha dos Encantos. O coro lindo, os tambores vibrantes e um coração cheio de orgulho
da terra onde eu me naturalizei.
Não tenho repulsa ou desprezo algum
por Bacabal. Tenho orgulho de ser mais um do interior do meu amado Estado do
Maranhão, entretanto a minha cidade – no coração – é São Luís, Ilha dos amores.
Local onde me firmei e construi a minha vida.
Um viva à nossa Jamaica Brasileira!

